Qual é sua estrada?
Qual é sua estrada, companheira? Qual é teu caminho no mundo, quantos atalhos pegou, quantas vielas a fez voltar? Você tem lugar no mundo?
Ser viajante, sem destino ou ponto de chegada, cada dia é um além do esperado, cada minuto é ponto contado, é a vida… Essa andança, dona moça, é a vida, viver é ser transeunte na estrada do tempo.
Qual é sua estrada? A minha virou para esquerda e segue em busca de uma utopia: um mundo em que minha mão na dela não alardeia a cidade, que nossa cor não nos marginaliza, que nossas vulvas não nos cala, um mundo sem culpa e sem medo.
Eu vou em busca do “era uma vez”, era uma vez uma terra distante sem opressões, sem fome e sem hierarquia, onde todas poderiam ser felizes como bem entediam.
Qual é sua estrada? Eu sigo por aqui, escrevendo… Buscando meu lugar no mundo.
Aryelle Almeida

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