Aguada
Quando ela sussurra no meu pé do ouvido eu sinto o mar cantar
E tudo para, tudo flutua, como se a gravidade fosse um mero detalhe que pode ser facilmente ignorado
Eu me derreto, evaporo até condensar de novo em seus braços
Sou água brincando de transformar com o fogo
Sou água entrando no seu jogo e molhando suas regras
Sou água e chovo, molho, transbordo e inundo
Aquosa eu mudo num piscar, e sendo muda me plantei no seu terreiro
E criei raízes em seu dias
Hoje sou pé de amores
Aryelle Almeida


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