O relógio não espera

 


O dia passou saltitante
acordei, pisquei e já era tarde, mas não tarde demais
de tic à tac os minutos não se deixavam ficar
e as horas pulavam de uma para outra
o relógio não espera, veja o ponteiro
e assim é o tempo, quando vê, já foi
e nessa brincadeira, de segunda a segunda
passam-se décadas
e o que fica é uma sensação estranha de que somos espectadores de nossa própria vida
e que Cronos é um diretor sem empatia
além do vilão da nossa história
que nos devora e nos consome por medo de que o dominemos
nessa brincadeira de querer contar o tempo
perdemos a conta, contos e não tem desconto, nem parcela
Cronos não aceita crédito, afinal é famoso o ditado de que tempo é dinheiro, é no débito e custa caro
nos consome todo o trabalho para um suspiro
um minuto de alívio, uma hora de sossego.

Aryelle Almeida


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