Para um homem de poucas palavras e um grande coração
O conheço desde sempre, mas só agora tenho certeza disso. Não convivi contidianamente com o meu pai. Sempre na dele, com poucas palavras, um olhar distante, repentinamente carinhoso: "Papai te ama"... E silêncio, conversamos sem palavras…
Esses dias, o nosso silêncio de poucas palavras foi tomando por um calor, diferente de antes, agora tudo estava sendo dito, enfim estávamos livres daquele constrangimento de mostrar quem somos.
Agora tudo estava exposto, inclusive nossas raízes. Herdei dele esse acanhamento, a necessidade de fazer tudo certinho, a mania de molhar o pão no café, o amor por uva e biscoito "poca zói", o gosto musical, a falta de ritmo, a atenção viajante, o choro fácil... Eu sou mesmo filha desse homem e me sinto grata pela família que tenho.
Agora meu coração repousa quentinho, me sinto extremamente amada.
Aryelle Almeida, em algum dia de 2019 ___________________________________________________________________________________


Comentários
Postar um comentário