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Uma hora a mais ou uma hora a menos eu não sei dizer. O sono me falta nessa hora, nessa hora da madrugada é como se o sol nascesse em mim, o sono se vai e vem todas as ideais possíveis: eu poderia começar uma colagem, ou rearrumar meu quarto, eu poderia estar escrevendo como estou agora, eu poderia começar a estudar ou fazer aquele trabalho que preciso entregar na segunda. Eu poderia tanta coisa nessa hora. Mas preciso dormir, preciso estar disposta de manhã e eu quero muito ser uma pessoa diurna.
Aos 28 anos a poeta boêmia que existe em mim resmunga com a advogada casmurra. Agora eu tenho prazos, contas e compromissos. Mas, vez ou outra, preciso deixar minha coruja vagar pela madrugada, isso também é um pilar em mim. Só que essa noite eu só queria dormir, mas minha mente não fica em silêncio, ela quer revolucionar o mundo às 1:10 da manhã.
Aryelle Almeida


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