A liberdade é salgada

 


Corpos pretos, areias brancas

Noite, o mar em seu tom de mistério

Maré cheia, ondas vagarosas

Silêncio

O mar sussurra

Eles riem, choram

Dentes brancos, lágrimas cristalinas

...

Na lua cheia, meninos pretos, parecem azuis

...

Retintos

Correm no cais

Correm, correm, correm

Corpos livres, enfim livres

O suor

A lágrima

O gozo

O mar

Sim, a liberdade é salgada!


Aryelle Almeida

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