Versos para Aila
Abri a porta e parei
Virei para dentro e me entreguei a cena
Uma casa iluminada
Às roupas no varal
A luz banhando os móveis
Me permiti um breve sorriso
Era uma cena bonita
A casa vazia em seu cotidiano de paz
Arrumada, cheirosa e solitária
Pronta para aproveitar um dia só dela
Fechei a porta com decisões tomadas
Retrocedi e troquei os sapatos
Preferi um aberto, mais leve, mais fácil de tirar
Uma dessas decisões que mudam a vida de alguém
Eu sempre escolhi o prático
Não terei meu nome escrito nas páginas da história épicas
Na lápide, apenas: ela viveu bem
Pronta e com decisões tomadas, abri o portão decidida a não esquecer esse poema
O poema da retomada das dúvidas certeiras
Eu voltaria a me pôr em versos
Aryelle Almeida
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