Eu queria falar de amor
Eu queria falar de amor, mas comecei a pensar em política, depois listei as tarefas e organizei a agenda, pensei no tempo, na falta de prioridades, no vazio de uma vida cheia demais, é tanto aplicativo, mas nada se aplica ao real, e aí eu ia falar de saudade e pensei que a ausência do twitter não é nada perto disso (e você sabe do que eu tô falando). É muita treta, o bagulho é louco, o processo é lento, ou prego entra, ou a tábua lasca, foi o que eu meu mestre me ensinou, e foi com meu mestre que aprendi que o hábito é mais importante que o desejo… vou anotando, tentando pôr em prática para fazer valer - porque a minha moeda é outra. Virei duas esquinas de memória e fiquei pensando: “quando preto não tiver mais na moda a gente vai ser o quê?????” (um brother perguntou isso numa sala de cinema) e eu tô castelando… eu ia escrever uma carta, fiz duas poesias, pensei no futuro, e lembrei do que as cartas me disseram e nisso eu ia falar de amor - porque, no fundo, eu sou aquela escritora piegas (Rodrigo S.M. eu penso nisso até hoje - e já faz 16 anos…)
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